O remédio para todos os males: O amor!

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Há uns meses atrás, soube que a minha mãe teria que passar por uma cirurgia. Logo a preocupação tomou conta porque, ela depende de hospitais públicos. Minha mãe mora em uma cidade litorânea, onde o sistema público de saúde funciona muito bem, por conta disso, não sente necessidade de ir para o sistema privado.

O fato é, que ela teria que passar por uma cirurgia e estava muito apreensiva.

A primeira coisa que pensei foi, já até imagino o tipo de coisa que vamos ver nesse hospital. Descaso, péssima estrutura, pessoas mal humoradas e sem paciência e por ai vai. Geralmente, não só em hospitais públicos como também nos hospital privados, nos deparamos com pessoas assim.

Mas, felizmente, eu estava muito errada e tivemos uma bela surpresa.

Não quero entrar em méritos ou descréditos políticos ou se a culpa é desse ou daquele. Esse post foi criado com o único objetivo de extravasar um sentimento maravilhoso que minha mãe e eu compartilhamos dentro da Santa Casa de São José dos Campos.

Minha mãe foi internada em uma quinta-feira de manhã, já na recepção começamos a perceber algo diferente naquele hospital. Pessoas sorridentes, preocupadas e prontas em atender. Notamos que os funcionários que pegavam os documentos, estavam interessados no que tínhamos a dizer e, mais interessados ainda, em nos dar informações importantes para os próximos passos antes da cirurgia.

Fomos transferidos para o pré-operatório onde foram feitas algumas perguntas para minha mãe e onde ficamos por algum tempo e, novamente pude notar que as enfermeiras ao redor eram ainda  mais atenciosas.

Depois disso, minha mãe foi levada para a cirurgia e eu fiquei aguardando em uma sala de espera para acompanhantes. Enquanto isso, fui dar uma volta no hospital. O que encontrei foi um hospital muito limpo, organizado e, ao chegar na lanchonete, adivinhem? Mais pessoas felizes e um ótimo atendimento.

Graças à Deus a cirurgia foi um sucesso e no pós-operatório, tudo seguiu maravilhosamente bem. Quarto em ótimo estado, limpo e organizado, enfermeira extremamente atenciosas e competentes, comida de qualidade, pessoal da limpeza feliz e prestativo, enfim…tudo perfeito.

No dia seguinte, o médico veio dar alta para minha mãe e igualmente educado, atencioso e prestativo. Quando estávamos indo embora, eu precisava ir entregar o documento informando que minha mãe teria alta e marcar o retorno para ela. Na correria, esqueci de marcar o retorno e entregar meu crachá de acompanhante. Uma enfermeira, ao me ouvir  falar isso para minha mãe, prontamente se ofereceu para ir entregar o crachá e, quando ela voltou me disse: “Já marquei o retorno para sua mãe, tá bom?”.

Nesse momento eu fiquei pensando, “meu Deus, que lugar é esse? De onde essas pessoas vieram?”.

Sei que muitos ao lerem isso vão pensar o mesmo que pensei, a gente não deveria ficar tão impressionado com atitudes educadas, deveríamos nos indignar e nos impressionar com a falta disso. Mas, nos dias de hoje, onde a paciência e a calma com os outros é algo tão frágil, onde vemos atitudes grosseiras gratuitamente o tempo todo, de fato, ações como essa que presenciei na Santa Casa me deixaram de boca aberta e realmente impressionada e, mais ainda, por se tratar de um hospital público. Como falei no começo, não quero gerar aqui uma discussão política, sobre de quem é a responsabilidade de fazer com que todos os sistemas funcionem assim, o que quero mostrar é que em meio a tanta violência, descaso e mal trato com a vida humana, podemos ter esperança quando encontramos pessoas assim.

Vejo tanta coisa negativa viralizar ao ser compartilhada na internet que pensei, porque não contar um caso de sucesso como esse?

Ao sair daquele hospital, não tive como não fazer um elogio para todos dos funcionários que tive contato no período em que estivemos lá.

Falei principalmente que, o que fez com que tudo corresse bem, além da competência dos médicos, era o amor que cada funcionário transbordava ao conversar e tentar atender às necessidade dos pacientes. Vi funcionários muito apaixonados pela profissão e com o cuidado com o próximo. Mesmo estando em um lugar tão difícil, como um hospital, tive momentos onde pude provar um sentimento muito bom, de esperança, compaixão e gratidão.

Queria compartilhar isso com vocês e, quem sabe, trazer uma reflexão e um pouco de esperança nos dias de hoje. E falar que sim, são as pessoas que fazem o ambiente, que fazem com que um lugar seja bom e…cheio de amor!

Bjs, fiquem com Deus e até a próxima.

Joy

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